Sonhar não custa nada.
E o meu sonho é tão real.
EPITÁFIO
Tomava Rivotril esperando
que o outro dormisse.
Com sono, sou irascível. Minha lucidez é delicada. Não sei nem como sobrevivi à residência médica e seus plantões. É um mistério para mim de onde arranjei disposição para anos de noites maldormidas. Fico intratável, pior que qualquer criança. Aliás, gastei a flexibilidade na infância. Não sobrou nada.
Já faz muito que zelo pelo tempo com Morpheus, pela higiene mental de sonhar.
Sonolência, pra mim, pesa mais que a fome no quesito irritação.
Cultivei um berço de dois metros quadrados, meu quarto é quase só cama. Lençois perfumados, fronhas rechonchudas, edredons coloridos, luz amena e suave na cabeceira. Tudo para garantir o pouso do corpo com toda majestade.
Vivia como a Michelle Pfeifer na cena de abertura de “Chéri”:
- Nada como uma cama toda só para a gente!
Aí chegou o Bitols.
Primeiro que o sono pra ele é rodapé da lista: o último que começa e o primeiro que termina. Pra ele, cinco horinhas tá mais que bom. Compreendo e admiro a fibra, achava inclusive superlindo que ele fizesse campanhas pra que eu o esperasse até a última gota da noite. Tive que ajudá-lo a entender que eu precisava mais de descanso que ele, que não era indiferença, que dependia do hábito das oito horas e patati-patatá. Ele se dobrou no romance e aceitou que eu fosse primeiro pra cama.
Ufa.
Depois veio a questão do café. Bitols era capaz de beber negrume em forma de tintura de café, um lodo espesso de cafeína, manhã, tarde e noite. Conclusão: agitação física, tremores e fasciculações musculares durante a madrugada (ui, que ódio! Chutinhos no meio do Lago dos Cisnes da minha cabeça). Recomecei a sabatina, agora com o tema anti-café depois das 22h. O moço se debateu, mas aderiu.
Ufa.
Depois veio a questão sonora. Não que eu não estivesse habituada desde a infância com meu pai serrador de troncos que fazia a casa tremer; estava. Mas é que o Bitols só ronca quando tem asma. Não é que eu quisesse um atleta do espirômetro, mas ele fumava muito antes de dormir. E ignorava a existência da bombinha, do nebulizador, essas coisas que reduzem inflamação pulmonar. Resultado: orquestra de barítonos espantadores de guaxinins imaginários na madrugada. Fiz o rancho na farmácia, convenci que era essencial, que baixa de oxigênio mata neurônios, ou seja, a cada noite com hipóxia ele ficava mais burro, etc. Resmungou, mas passou a praticar.
Ufa.
Depois veio a questão das declarações românticas na madrugada. Descobri que quando durmo viro o Shrek. Ele me abraçava de madrugada:
- Branquinha, eu te amo tanto!
- Tá bem. Me deixa dormir.
Juro. É verídico. Magoei Bitolinos com meu condicionamento militar, mas era automático! Rebati, argumentei, consolei. Fiz o que pude. Por fim, pedi pra que não esperasse comportamento polido. Dormindo, sou um ogro. Sinto muito. É questão de vida ou morte. Compreendeu.
Ufa.
Depois veio a questão do acordamento por qualquer motivo. Por exemplo, no avião. Adoro dormir em viagens. Desde pequena, no banco de trás do monza do pai, nos ônibus, em trem. Qualquer sacolejar me embala. Embarco no avião salivando os sonhos que terei, sempre psicodélicos e aventureiros. Bitols não perde a coca-cola jamais. E achava que eu também não queria desperdiçar o refrigerante ou o prazer do serviço de bordo. Ui, que ódio. No meio do Indiana Jones privê o cara me passa suco de laranja. E o pior: era pura gentileza. Como é difícil entender que sono pra mim é sagrado! Como é que a gente reclama de cavalheirismo? Respirei, baixei o volume da raiva, conversamos, entendeu.
Ufa.
Depois veio a questão da rádio nacional matinal ligada na cabeça dele. Abria os olhos logo cedo e já saía dando notícias altíssimas sobre tudo o que aconteceria no dia. E não é pouco: entrevistas, emails, passagens, homenagens, colunas, matérias, pautas, rádio, tv e jornal, o blog, o consultório poético, o twitter, o Vicente, a Mariana, a mãe, o pai, a ex, a outra ex, o salário, o curso de rock, o amigo, a amiga, o almoço. Eu não consigo com tanta alegria. Eu me afogava na excitação. Era o naufrágio do dia em cinco minutos. Dias e dias de desentendimentos matinais. De ogro passei a anão: virei o Zangado. Ganhei má fama de mal-humorada. Mas ele mesmo diagnosticou o descompasso. Reduziu a marcha. Agora levanta, sai de perto e telefona para alguém.
Ufa.
E agora o Bitols me deu folga e foi ao Rio de Janeiro.
Ufa?
Quem diz que eu conseguia dormir?
Já faz muito que zelo pelo tempo com Morpheus, pela higiene mental de sonhar.
Sonolência, pra mim, pesa mais que a fome no quesito irritação.
Cultivei um berço de dois metros quadrados, meu quarto é quase só cama. Lençois perfumados, fronhas rechonchudas, edredons coloridos, luz amena e suave na cabeceira. Tudo para garantir o pouso do corpo com toda majestade.
Vivia como a Michelle Pfeifer na cena de abertura de “Chéri”:
- Nada como uma cama toda só para a gente!
Aí chegou o Bitols.
Primeiro que o sono pra ele é rodapé da lista: o último que começa e o primeiro que termina. Pra ele, cinco horinhas tá mais que bom. Compreendo e admiro a fibra, achava inclusive superlindo que ele fizesse campanhas pra que eu o esperasse até a última gota da noite. Tive que ajudá-lo a entender que eu precisava mais de descanso que ele, que não era indiferença, que dependia do hábito das oito horas e patati-patatá. Ele se dobrou no romance e aceitou que eu fosse primeiro pra cama.
Ufa.
Depois veio a questão do café. Bitols era capaz de beber negrume em forma de tintura de café, um lodo espesso de cafeína, manhã, tarde e noite. Conclusão: agitação física, tremores e fasciculações musculares durante a madrugada (ui, que ódio! Chutinhos no meio do Lago dos Cisnes da minha cabeça). Recomecei a sabatina, agora com o tema anti-café depois das 22h. O moço se debateu, mas aderiu.
Ufa.
Depois veio a questão sonora. Não que eu não estivesse habituada desde a infância com meu pai serrador de troncos que fazia a casa tremer; estava. Mas é que o Bitols só ronca quando tem asma. Não é que eu quisesse um atleta do espirômetro, mas ele fumava muito antes de dormir. E ignorava a existência da bombinha, do nebulizador, essas coisas que reduzem inflamação pulmonar. Resultado: orquestra de barítonos espantadores de guaxinins imaginários na madrugada. Fiz o rancho na farmácia, convenci que era essencial, que baixa de oxigênio mata neurônios, ou seja, a cada noite com hipóxia ele ficava mais burro, etc. Resmungou, mas passou a praticar.
Ufa.
Depois veio a questão das declarações românticas na madrugada. Descobri que quando durmo viro o Shrek. Ele me abraçava de madrugada:
- Branquinha, eu te amo tanto!
- Tá bem. Me deixa dormir.
Juro. É verídico. Magoei Bitolinos com meu condicionamento militar, mas era automático! Rebati, argumentei, consolei. Fiz o que pude. Por fim, pedi pra que não esperasse comportamento polido. Dormindo, sou um ogro. Sinto muito. É questão de vida ou morte. Compreendeu.
Ufa.
Depois veio a questão do acordamento por qualquer motivo. Por exemplo, no avião. Adoro dormir em viagens. Desde pequena, no banco de trás do monza do pai, nos ônibus, em trem. Qualquer sacolejar me embala. Embarco no avião salivando os sonhos que terei, sempre psicodélicos e aventureiros. Bitols não perde a coca-cola jamais. E achava que eu também não queria desperdiçar o refrigerante ou o prazer do serviço de bordo. Ui, que ódio. No meio do Indiana Jones privê o cara me passa suco de laranja. E o pior: era pura gentileza. Como é difícil entender que sono pra mim é sagrado! Como é que a gente reclama de cavalheirismo? Respirei, baixei o volume da raiva, conversamos, entendeu.
Ufa.
Depois veio a questão da rádio nacional matinal ligada na cabeça dele. Abria os olhos logo cedo e já saía dando notícias altíssimas sobre tudo o que aconteceria no dia. E não é pouco: entrevistas, emails, passagens, homenagens, colunas, matérias, pautas, rádio, tv e jornal, o blog, o consultório poético, o twitter, o Vicente, a Mariana, a mãe, o pai, a ex, a outra ex, o salário, o curso de rock, o amigo, a amiga, o almoço. Eu não consigo com tanta alegria. Eu me afogava na excitação. Era o naufrágio do dia em cinco minutos. Dias e dias de desentendimentos matinais. De ogro passei a anão: virei o Zangado. Ganhei má fama de mal-humorada. Mas ele mesmo diagnosticou o descompasso. Reduziu a marcha. Agora levanta, sai de perto e telefona para alguém.
Ufa.
E agora o Bitols me deu folga e foi ao Rio de Janeiro.
Ufa?
Quem diz que eu conseguia dormir?

a cama vazia é a sibéria na ausência do outro
ResponderExcluir@camiladecorda
@camiladecorda,
ResponderExcluirterrível, terrível...
;)
Gostei muito do seu blog, Cinthya. Já estou acompanhando ;) e li todas as postagens, divertidas, uma narrativa dos acontecimentos diários de um casal e a suas formas de ver, lidar e divertir com os fatos apresentados.
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluircomo algum 'deles' diria... 'mulheeeeres'! =*
adorei seu blog cintia
ResponderExcluirja li tds as postagens e alem de rir mto, me identifiquei mto com algumas delas
situações tipicas de casais normais
bjão
Guto,
ResponderExcluirtem que rir pra não chorar.
auhsuahs
XD beijo
Sylvia,
ResponderExcluirsim! Exatamente.
Incrível.
Beijo
Rachel,
ResponderExcluirque bem, bem-vinda.
Beijo!
Não é fácil chegar a um acordo quando passamos a dividir o mesmo teto ou a mesma cama de vez em quando, tudo se resolve com uma boa conversa como você mesma fez e muita paciência.
ResponderExcluirQuando passei a dividir isso tudo com meu marido foi bem complicado, tive vontade de chutar o pau da barraca várias vezes, mas não saberia viver nem dormir sem ele.O amor venceu.
Bjos Cínthya,felicidades eternas para vcs.
Estou tua fã de carteirinha!!!Tenho lido o que escreves no teu blog e acho que um livro teu fará muito sucesso!Adoro a leitura de dos textos que escreves,bom de ler!Sucesso!Este está fantástico...bjs e sucesso!Cármen
ResponderExcluirAdorei a crônica.
ResponderExcluirÀ medida que ia lendo, já ia reclamando de você: "meu Deus, mas o "Bitols" (com o perdão da intimidade) entende tudo, a Cínthya tá reclamando de quê?" Aí, finalmente eu entendi. A morte é só pela saudade, mesmo. Muito bonito mesmo, já li vários textos seus e sempre acho cada um mais declaração de amor que o outro. :)
Demais! Mais uma maravilhosa e divertida maneira de tratar os diversos acontecimentos de um relacionamento. Me divirto muito mesmo, não deixo de ler e retuitar uma só postagem. Confesso, me identifico hor-ro-res com o teu namorado, e meu marido tem um temperamento parecido com o teu, o que faz com que eu nos veja nas tuas crônicas. No mínimo, divertido. Adoro o que tu escreve! Se eu tiver muita sorte, gostaria de um dia encontrar vcs dois, e pegar autógrafo dos dois no meu "Mulher Perdigueira".
ResponderExcluirTambém te escuto na Katia Suman, que eu tbém acho dmais.
Abração!
Dividir cama, mesa e banho não é fácil. Mas quem disse que amar é fácil? Parabéns pelo blog, Cínthya! Como você escreve bem! Passarei sempre por aqui... :)
ResponderExcluirCinthya adorei a idéia de fazer um blog pra descarregar todas essas sensações que temos na vida a dois. Confesso que já pensei em fazer um igual, acho que impediria muitas das nossas brigas...hahahahaha
ResponderExcluirSobre seu último post no meu caso, meu namorado dorme o triplo que eu, mas fala, treme, e me esmurra durante o sono hahaha... No começo eu me preocupava hoje ja me acostumei...
E eu nao acordo com tanta disposição, mas ele adquire o mau humor da humanidade pra ele toda manhã hahahahaha...
continue postando, adoro ler...
Beijos... Duda
blog: www.roteirodaminhavida.blogspot.com/
twitter: www.twitter.com/dudasiqueira
Eu adoro os seus textos sabe, me fazem rir demais! Tenho problemas com sono também, durmo. E durmo mesmo, não me faça carinho, não converse comigo e acima de tudo não me acorde! Caso de morte.
ResponderExcluirEspero que ele continue dando motivos para morte, porque esse espaço é tão divertido!
Abraço de Shrek sonolento!
Ba, Cinthya.....que alivio! Eu me sentia o ser mais monstruoso do universo por nao conseguir abrir mao do meu sono por nada nem por ninguem! Que alivio...
ResponderExcluirque texto liiiiindo! :)
ResponderExcluirVc não dorme pq ele viajou. Eu não durmo pq ele me deixou... =\ Seus textos são ótimos, Cínthya! =)
ResponderExcluirCínthya adoro seus textos... Tenho acompanhado seu blog mas só hj resolvi comentar. Compartilho com vc desse desejo de noites bem dormidas, ao contrário do marido,que dorme tarde e acorda cedo, sorridente, falante!!!Mas que tb viaja muito a trabalho, e qdo estou só a cama fica cheia de espinhos, o sono curto e difícil...Adorei o texto. Abraços.
ResponderExcluirJuliana,
ResponderExcluirgostei do felicidades eternas, que vão além da vida.
ahsuahsusa XD
Mas não acho que é o amor que vence, não é justo dar crédito ao amor depois de todo nosso esforço!!
Beijo
Carmen,
ResponderExcluir:) queridona!!
beijo meu pra ti!
Lu,
ResponderExcluirdeclaração de amor é assim: ambígua. Senão, não era amor.
Beijo!
Juliana S.,
ResponderExcluirserá muita alegria quando a gente se encontrar!!
E vlw pela audiência na Katia, tb acho ela muuuito.
Beijo!
Sara,
ResponderExcluirah que bem que goste,
bem-vinda!
Beijo!
Duda,
ResponderExcluirjustificado está; mas é difícil mesmo.
Mais difícil é ficar sem eles.
Beijo
Tay:
ResponderExcluir- "Shrek"!
Faz nosso abraço apertado.
Beijo
Bruna,
ResponderExcluirque alívio que #TAMOJUNTO.
Beijo!
Carmen,
ResponderExcluirlindo com vários i. Adorei.
Beijo
Maria Tereza,
ResponderExcluirvc deixe ele de volta, ué?
Assim que possível.
beijo!
Oii Cinthya! Descobri teu blog faz pouco, estou adorando acompanhar!
ResponderExcluiré... Quem gosta de dormir, sabe como é, importante tanto quanto fome... E quem ama também!hehe
beijão!
Nossa..me vi em voce e o Fabricio é igualzinho ao meu EX. É...é ex..hehehehe...beijos.
ResponderExcluirCarolina,
ResponderExcluirsim, sim! E seja bem-vinda!
;)
De Tudo de Helena,
ResponderExcluirhum... E já foi tarde??
Beijo
Cínthya, que blog encantador!!
ResponderExcluirJá li todas as suas postagens, e confesso, sou fã dos seus escritos, principalmente da forma de como vc escreve!
Seu blog é divertido. Romântico. Descontraído!
Bjuu enorme, e felicidades ;*
Diga-me com quem dormes que te direi quem és...
ResponderExcluirdiga-me o quanto dormes que te direi quem és....diga-me como dormes e te direi quem és!
(E o meu sonho é tão real)
um beijo dormindo...
Acredite (vc, psiq.): ele tem traços indicativos de um TDAH. Juro!
ResponderExcluirEu sou, e sou MUITO! E tudo o que disse sobre ele mais o que ele é (pelo que leio), posso dizer que ele é.
Tratamento medicamentoso (Ritalina, Concerta)? Talvez...
Você, ou outro colega teu, poderão confirmar...
Se é que já não o fizeram...
Sorte, Dra.!
Hóin Cinthya, que amor!! *-*
ResponderExcluirpois é, no fundo,não é folga que a gente quer, é ter do que e com quem reclamar. Tratando-se de amor então, é ter por perto, fazendo coisas que gostamos muito, nem tanto, ou nem um pouco!
ResponderExcluirhahahahaahahaha nácreditoooo!!!!
ResponderExcluira gente se acostuma com tudo mesmo!!! mas a ausência do nosso amor é brabo!^^
amei o texto.
bjãao linda!
Karine Melo,
ResponderExcluir;) que bem que goste!
Beijo!
Anônimo,
ResponderExcluirSaramago já dizia: tudo que fazemos e dizemos já é autobiografia.
Beijo!
Thaty,
ResponderExcluirok, entendo. Mas pra diagnosticar um TDAH precisamos bem mais que isso... Parece, mas não é. É denorex. ahsusahsu
XD
Sério, é caso de ansiedade em alto volume.
Beijo!
Lalisse,
ResponderExcluirXD beijo!
Laís,
ResponderExcluirbem dito. ;)
Beijo!!
Ana,
ResponderExcluirnão é fácil... ;)
Beijo!!
Cínthya, parabéns! Tenho dado muitas risadas com os teus textos. Descobri teu blog a pouco tempo, mas já li todos os textos e fico sempre ansiosa pelo próximo! Leio Carpinejar já faz alguns anos, e tem sido uma descoberta deliciosa poder acompanhar o casal! Resultado: viciada em Verri e Carpinejar! Bjão!
ResponderExcluirPS: será que alguém, algum dia vai compreender nós mulheres? ...complicadas e perfeitinhas...
Sim. Dra.! É verdade! Precisa mesmo de muito mais do que essas informações pra diagnosticar um TDAH, mas é um indício, rs...
ResponderExcluirFui incisiva nem sei pq, afinal, é por isso que muitos médicos têm banalizado o transtorno. Desculpe, acabei fazendo a mesma coisa...rsrsrs
De qualquer forma, beijo grande pra vcs!
Não que eu não adore o Carpinejar, mas eu sempre fico ansiosa por uma nova morte. Nessa vc arrasou moça! rsrsrs
ResponderExcluirJamila,
ResponderExcluirpodem não compreender, desde que nos amem :)
Beijo!!
Thaty,
ResponderExcluiracho bem a gente se identificar, mas ando com minhas dúvidas sobre esse TDAH: até agora não encontrei ninguém que fosse de verdade, de verdade, de verdaaadeeeee.
Só sintomas parecidos com outros panos de fundo. Vai saber?
Beijo!!
Dani,
ResponderExcluirTKS!! :)
Beijo
Cínthya!
ResponderExcluirDevo confessar que sou super fã do teu namorado... Mas depois de fuçar teu blog passei a ser tua fão tb... Hehe.
Muito tri!
Lisandra,
ResponderExcluirmuito tri é ótimo.
Eu me sinto em casa!
Beijo!!
Dra. eu passei minha vida sofrendo com as consequências deste transtorno e sem saber. Somente depois de mais velha, com 24/25 anos através de uma psicóloga, que disse ter "investigado" junto comigo sobre a possibilidade de ter. Depois de muito tempo negando, mas ao mesmo tempo curiosa pra saber o que era, acabei aceitando. Daí parti pra identifcação familiar, já que uma das possíveis causas é a hereditariedade. E pra minha surpresa descobri que tenho sou filha de pai e mãe com TDAH, e que por serem(sem saber) não daõ certo de jeito nenhum. Enfim, meu marido sempre foi cético com relação aos problemas mentais, inclusive depressão. Acha que temos o total poder sobre nossa mente (s/comentários). Mas depois que nosso filho, que hj está com quase sete anos, começou a manisfestar os "sintomas" aí sim ele viu que realmente existe: eles convivem muito mais do que eu meu filho, ou seja, praticamente impossível de serem atitudes espelhadas no meu cormportamento. Ele (meu marido) é extreamamente metódico, portanto, o oposto de mim. E só depois de "aceitar" o transtorno e depois q eu resolvi tomar a Ritalina, as coisas melhoraram.
ResponderExcluirrsrsrs
Que resenha, né?
Ufa!!! Mas fica aí meu humilde depoimento...(custou pra escrever..)
beijos
Thaty
No naufrágio do dia eu sempre me apoio nos destroços.
ResponderExcluirAdorei seu blog!
ResponderExcluirFoi muito bom descobrir que não sou a única a sentir algumas coisas tão bem descritas por aqui. Não pare tão cedo. Por favor!
Beijos
Cybele
Gostei muito do seu blog!...
ResponderExcluirMeu namorado foi pescar, ou seja, está incomunicável...Não estou suportando o silêncio...3 dias sem emails, mensagens no celular, telefonemas...
A velha história quando "perdemos", mesmo por poucos dias, sentimos muita falta...
Beijos
roseli
Cínthya, ler seus escritos serviram pra eu constatar q vc ñ é apenas a namorada bonita do Carpinejar. Seu blog é MUITO legal. Posso fazer uma pergunta? Curiosidade apenas. Pq vc usa a palavra "bem" onde costumamos falar "bom"?Um grande beijo.
ResponderExcluirQue coisa mais lindaaaa!!! Texto incrível e experiência única de dar até inveja. :( Belo casal!
ResponderExcluirOi Cinthya! Li seu blog inteirinho e adorei! Divertidíssimo. Parabéns pelo talento como escritora e ilustradora! Virginiana versátil! hahaha
ResponderExcluirBeijos e continue postando, com ou sem Bitols, porque a gente SUPER se identifica.
hahaha muuito bom, li o texto morrendo de curiosidade pra saber o final, mas realmente não esperava esse haha adorei, beijos!
ResponderExcluirThaty,
ResponderExcluireu já ouvi muitas histórias como a tua e acompanhei os ambulatórios de TDAH e participei dos diagnósticos e das baterias de testes. Mas eu gosto muito, muito, muito mais da linha francesa de psiquiatria, enxergando no TDAH um tipo de pessoa com atenção emocional, uma atenção que se emociona e por isso é menos "disciplinável". Ao mesmo tempo, tem outras habilidades.
Mas adorei teu depoimento, que bem que está achando teu jeito de "dar certo". Isso sempre exige coragem.
Beijão!!
Marie,
ResponderExcluirtomara que tenha negativo pra avançar no riso.
beijo!
Por que vc faz poema?
ResponderExcluirPorque ele quer.
[:)]
Cybele,
ResponderExcluirnão paro cedo, não: só dependo do comportamento de Bitols que anda um anjo. Aí não tenho motivo.
;) beijo
Roseli,
ResponderExcluirpescaria...? Incomunicável...? Mata eleeeee!!!!
Vanessa,
ResponderExcluirporque me fez bem, mais do que foi bom.
Quando digo que foi "bom" parece que já acabou, aponta para trás. Quando digo que me é "bem", quero dizer que vai adiante.
Um beijoooo
Ana Rita,
ResponderExcluirmas se fosse inveja, viria aqui me xingar!!
Isso é admiração! E que bem!
Beijo!
Glória,
ResponderExcluirah, vlw! Adoro feedback.
Que bem que goste.
Beijão!
Mayara,
ResponderExcluirpoxa, surpresa, hein?
Deu certo o texto, então.
Beijo!
Fiquei curiosa sobre essa linha francesa de psiquiatria... Onde encotro (na web) referências dela sobre a "Atenção emocionável"? Quero saber mais. De verdade! Bjs.
ResponderExcluirQuero novo post! =)
ResponderExcluirAnna Laura,
ResponderExcluirjá vem novo post...
:) Ele tava tão comportado, mas domingo...
só MATANDO CARPINEJAR.
beijo
Ai, que eu também me interessei sobre essa vertente francesa. Estava grávida o ano passado quando minha terapeuta diagnosticou meu TDAH. Um alívio monstruoso! Não tomo nenhuma medicação, tenho minhas próprias estratégias, mas às vezes não é facil ser eu... Toda ajuda é bem-vinda, por favor, Cínthya, o que diz esse pessoal?
ResponderExcluirBeijo!
Cínthya, acabei de conhecer o seu blog e tive um susto enorme. Você não vai acreditar: vivo com a irmã gêmea do seu Carpinejar. Ela também é gaúcha e deve ter sido separada dele ao nascer. É incrível, lendo seu texto parece que achei um alter ego meu, porque vivo as mesmas situações insólitas. Se a gaúcha acorda na madrugada, eu sou acordada também - pra conversar, pra servir de apoio, ou só pra ela ter o que agarrar- como seu eu fosse o coelhinho da Mônica. Se esqueço o celular em casa, sou sentenciada à fogueira da Inquisição. E se estou ocupada no trabalho, é quase a decretação do estado de sítio do relacionamento. Como alguém não consegue entender que no trabalho as pessoas... trabalham !!!??? É isso aí. Vamos conferir o DNA dos dois? (risos). Um Abraço. Greyce-Recife-PE. PS: Foi ela quem me apresentou o seu Blog, porque viu "alguns aspectos semelhantes" (risos)
ResponderExcluirRuim com eles...pior sem eles!!!
ResponderExcluirJá vejo papéis inversos, sou meio como o Carpinejar e meu namorado como vc!!!Aff, bem observo como e para ele o cercado que faço...rsrsr
Beijos Cinthya!!!
=)
Fernanda Marra,
ResponderExcluirvou reunir uns materiais e mando pra vocês.
Tem escola em Paris para crianças com atenção emocional.
Beijo!
Greyce,
ResponderExcluirVAMOS conferir! aushuashuasusahua
XD Fiquei compadecida de teu sofrimento.
hihihi
Beijo!
Jacelena Dourado,
ResponderExcluirai, tem dó.
aushaushuashus
Beijo!!
Comecei a ler o Carpinejar, não consigo mais parar, depois achei este blog, também muito bom, estou aprendendo muito com as crônicas de vocês, aprendendo a me dedicar mais a minha esposa, dá mais importância aos pequenos momentos e detalhes do dia-dia. Obrigado.
ResponderExcluirFernando Serpa
Ele mereceu! Quem manda fazer falta?!
ResponderExcluir